segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ainda o planeamento e a estratégia...

Após uma ausência de quase um ano, cá estamos novamente! Desta vez, espero que não voltem a existir ausências tão prolongadas.

Mas, retomando o tema do planeamento e da estratégia (aqui), sobre o qual haveria tanto a escrever, mas tentaremos cingir-nos, nesta fase, ao que consideramos mais importante.

Assim, podemos dizer que ao nível do planeamento, para além dos seus níveis indicados anteriormente (aqui), as suas principais peças são essencialmente:
- Plano estratégico;
- Plano de Atividades (desdobramento do plano estratégico)
(despois ao nível da operacionalização, teremos o planeamento da operacionalização da atividade)

Neste sentido, e tendo por base os documentos que conhecemos e com os quais trabalhamos, o relatório de atividades traduz-se na peça que irá permitir fazer uma monitorização/avaliação do planeamento feito anteriormente.

Estas peças são de extrema importância. Temos muito a ganhar se produzirmos estas peças, criando-as para além da sua obrigatoriedade legal. Criando-as como ferramentas de trabalho, que nos acompanharão ao longo do tempo. A meu ver, é de extrema importância que no momento em que realizamos o relatório de atividades, caso o resultado esteja muito distante do previsto aquando da realização do plano de atividades, deveremos, por exemplo, proceder aos ajustes necessários ao nível do plano estratégico. No entanto, para que consigamos ter esta perceção e conhecimento da realidade, é necessário que se tenha particular atenção na criação dos documentos estratégicos. Ou seja, na fase de elaboração destes documentos é de crucial importância que se tenha atenção ao seu conteúdo, designadamente ao nível dos objetivos que definimos nesse momento (objetivos estratégicos e objetivos operacionais), bem como às respetivas metas e indicadores. A definição de indicadores permitirá conseguirmos uma monitorização e avaliação reais e ajustadas, dando assim a possibilidade de ajustes sempre que se considerar necessário.

Quando frequentei o FORGEP, em 2013, lecionado pelo INA, no módulo de gestão estratégica, gestão por objetivos e avaliação de desempenho, deparei-me com uns dados apresentados pelo formador, que desconhecia, ou melhor, acho que nunca tinha pensado neles desta forma.

“Menos de 10% das estratégias formuladas são eficazmente executadas” (começámos assim o módulo….)

E, adiantou:
“Porque falham as estratégias (segundo David P. Norton):
- 95% dos colaboradores não compreendem a estratégia;
- 70% das organizações não têm incentivos da gestão intermedia;
- 60% das organizações não liga o orçamento à estratégia;
- 85% dos dirigentes discute estratégia menos de uma hora/mês”

Podemos concordar, podemos discordar, mas o que para mim é um facto é que ainda não damos a importância devida aos documentos de gestão, nomeadamente ao plano de atividades. Daí, o facto de os colaboradores não estarem muitas vezes familiarizados com esse documento. Sabem que o documento existe, mas, infelizmente, muitas vezes desconhecem o seu conteúdo. Penso que este aspeto poderá ter duas leituras, os colaboradores desconhecem a estratégia, no entanto também sabemos que, por vezes, os documentos são exaustivos e demasiado detalhados não focando o essencial. Também é um facto que, ao nível da comunicação interna destes tipo de documentos e assuntos, talvez tenhamos um caminho a fazer. Contudo, penso que quando elaboramos estes documentos, também deveremos pensar nas pessoas que o irão ler, que deverão operacionalizar os objetivos que nele vêm descritos.


O meu objetivo com esta publicação é apenas que pensemos um pouco, sobre a utilização desta informação e destes documentos que fazemos, no nosso dia a dia profissional. 

Estamos a chegar à altura de fazermos novos documentos estratégicos….podemos sempre tentar melhorar! Eu vou tentar fazer a minha parte….

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Planeamento e Estratégia...

Depois de quase 4 meses de ausência, aqui estou eu novamente para dar continuidade a uma "linha de raciocínio" a que tinha dado início aqui.

Ao nível de alguns conceitos a ter em atenção num processo de autoavaliação, começámos pela Liderança e a sua importância num processo de autoavaliação. 

Não menos importante será tudo o que se relaciona com o planeamento e estratégia. Nesta altura do ano, a fase de planeamento é uma realidade para todos. Pelo menos ao nível do planeamento do próximo ano (planeamento tático). Alguns, poderão estar até a um nível superior, ou seja a planear algo a longo prazo, a 3 ou 4 anos (planeamento estratégico). 

Assim, relembramos os três níveis de planeamento:


Podemos referir que a estratégia se traduz num conjunto de ações e de decisões que visam operacionalizar objetivos que estejam em consonância com a visão da organização.


Relativamente à estratégia, de um modo simples, apresentamos o seguinte ciclo:

Da estratégia fazem parte as fases de análise, formulação e implementação. No entanto, não podemos esquecer o controlo (a monitorização e avaliação), pois somente assim conseguiremos ter um ciclo completo e analisar se tivemos ou não sucesso com o nosso planeamento e estratégia, ou se teremos de fazer alguns ajustes. 

Ao nível do controlo final, num processo, poderemos considerar, pro exemplo, o Relatório de Atividades. Mas, não deveremos descuidar a monitorização e avaliação ao longo do processo de implementação, pois os ajustes referidos anteriormente, podem mesmo ser necessário no decorrer do processo.

Existem alguns instrumentos que nos poderão apoiar na fase de análise. Um desses instrumentos é, por exemplo, a análise SWOT, Anteriormente já falámos de alguns desses instrumentos aqui.

Em suma, verificamos que, para o planeamento e a estratégia de uma organização devem estar articulados, ou seja: o planeamento situa-se ao nível das duas primeiras fases do ciclo da gestão estratégica. O planeamento terá as suas consequências ao nível do sucesso da implementação (operacionalização).


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Abertura candidaturas Portugal 2020 (implementação da CAF)

A DGAEP publicou hoje no seu site que: 

"Foi publicado o AVISO 03/SAMA2020/2016, com a abertura das candidaturas, no âmbito da implementação da CAF (Common Assessment Framework) na Administração Pública, cujo prazo termina no dia 15 de setembro" (mais informações aqui).

Esta candidatura poderá ter também interesse para os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas (para além de se poderem candidatar assim ao apoio para a operacionalização do modelo CAF Educação) uma vez que no âmbito da Resolução do Conselho de Ministros n.º 23/2016, de 24 de março, está previsto (artigo 8.º) que "as medidas inscritas em cada plano de ação estratégico poderão ser objeto de candidatura a financiamento no âmbito do Portugal 2020, designadamente em sede da medida 10.1 dos Programas Operacionais Regionais (POR) e do Eixo 4 do Programa Operacional Capital Humano.



quinta-feira, 16 de junho de 2016

A Liderança e a mudança...

Quando falamos em processos de autoavaliação, também pensamos em processos de mudança e, consequentemente, nas possíveis resistências à mudança (que existem sempre em qualquer processo). Começamos, então, a pensar como poderemos reduzir ou atenuar essas resistências. 

Um processo de mudança, não significa que esta mudança seja para uma situação pior, pelo contrário, tentamos implementar mudanças que melhorem algo. No entanto, a nossa primeira reação é sempre a resistência, mesmo que seja uma resistência ténue, mas existe. Implica sempre uma alteração na nossa "zona de conforto", em algo que estamos habituados a fazer, algo que já faz parte das nossas rotinas. Implica pensarmos, n imediato, que se estão a mudar é porque interpretaram/decidiram que não estávamos a fazer bem. E, no fundo, todos sabemos que não se trata disso. E, também sabemos que uma das formas de encararmos melhor essa mudança reside no facto de nós próprios começarmos a sentir essa necessidade de mudança. Entendermos, por exemplo, que essa necessidade surgiu de uma análise feita à organização e não do nosso desempenho (enquanto indivíduo) na execução das nossas tarefas (tendo este aspeto sido analisado no todo da organização). 

Imagem retirada da Internet

Assim, algumas resistências poderão atenuar-se se:
- Os colaboradores forem ouvido e informados;
- Os colaboradores entenderem os benefícios e razões da mudança;
- Fazer um esforço para eliminar os aspetos ameaçadores da mudança.

Numa adaptação de Harris (2001), para a gestão da mudança é necessário:
1. Mude quando tiver de mudar e não se deixe impressionar por modas. Teste primeiro os seus resultados;
2. Se a mudança se justificar, crie essa necessidade e faça-a compreender por todos (não tema perder mais tempo do que o previsto nesta fase - é um investimento, um esforço que compensará);
3. Planeie uma vitória galvanizadora a curto prazo (resultados visíveis a curto prazo);
4. Informe, comunique e ouça. Aprenda a ouvir e a refletir no que lhe dizem;
5. Estabeleça uma aliança forte e comprometida com as partes envolvidas;
6. Crie vontade de mudar, fomentando grupos de mudança aos mais variados níveis e aproveite todas as sugestões que lhe derem;
7. Aproveite a mudança para criar e/ou fortalecer culturas e valores.

Assim, mais uma vez, é visível o papel da liderança. O papel da liderança é fundamental em qualquer processo que possa trazer mudanças.

terça-feira, 31 de maio de 2016

II Encontro Nacional da CAF (Inscrições)

As inscrições para o II Encontro Nacional da CAF já estão abertas (já tinha falado deste encontro aqui). O encontro terá lugar nos dias 29 e 30 de Junho. O custo da inscrição são 20,00€ e o número limite de inscrições está condicionado à capacidade da sala.

Podem consultar todas as informações necessárias no site da DGAEP (aqui).


Uma oportunidade para conhecer outras experiências com a operacionalização deste modelo.

Boa semana! 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Liderar um processo de qualidade...

Não devemos esquecer que, para liderar um processo de qualidade, é importante: 
- Assumir que um processo da qualidade tem vantagens para todos;
- Exemplificar com as coisas que as pessoas querem ver mudadas;
- Informar, fomentar a participação e comunicar;
- Começar por áreas que permitam ver resultados no curto prazo;
- Começar por ser o dirigente a mudar.







Boa semana! :)

Obrigada pela visita!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Conceitos para a autoavaliação...

Alguns conceitos importantes para um processo de autoavaliação:

- Liderança e Recursos Humanos;
- Planeamento e estratégia;
- Processos;
- Satisfação do Cidadão/Cliente;
- Resultados

Nas próximas publicações iremos abordar algumas questões essenciais a ter em atenção, sobre cada um destes conceitos, num processo de autoavaliação.

Bom fim de semana!